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 História - Lustion Falcus

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Lustion Falcus

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MensagemAssunto: História - Lustion Falcus   Dom Maio 23, 2010 2:57 pm

Oi, sou Lustion Falcus, sou um Shinigami, membro do Oitavo Esquadrão do Gotei 13. E agora eu irei contar minha história na Soul Society...

Tudo começou a 190 anos atrás, quando eu era apenas um garotinho...


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190 ANOS ATRÁS: NASCE UM GUERREIRO

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Era uma noite chuvosa, o barulho da água enchia o ar e não se ouvia mais nada distintamente por ali. Naquela escuridão, deitado sobre uma poça de lama, encontrava-se um garoto baixinho e magricela de cabelos castanhos curtos e olhos verdes escuros. Esse garoto estava deitado na lama, mas não porque queria, mas porque ele não conseguia se mover.

Ele olhava para o além, seus olhos desfocados, sua mente pairando em lugar nenhum. O garoto moveu sua mão sobre o torso e depois viu o sangue que cobria sua mão. Ele estava sentindo muito frio. Estava exausto e faminto também. Fechou os olhos e tentou se lembrar do que acontecera horas atrás. Ele arranjou briga com um adulto que estava armado com uma espada. O garoto naturalmente foi derrotado e humilhado em questão de minutos. Mas porque arranjara briga com aquele sujeito? Porque ele estava com sede e queria o odre de água que o homem carregava consigo. O garoto abriu os olhos, mas continuava a não ver nada exceto a chuva e a lama ao seu redor. Ele iria morrer ali, naquela noite, no meio do nada, por causa de um odre de água.

Vida mais patética!

O garoto suspirou. Ele queria esmurrar o chão e extravasar a raiva, mas não conseguia. A fome, a febre, a hemorragia e o frio não o deixavam fazer esforço. Ele então começou a fechar os olhos. O cansaço estava vencendo-o.

É assim? A morte é assim? Tão fria? Tão solitária?

Ele tossiu sangue e voltou a sentir dores por todo o corpo quando voltou à consciência. O garoto praguejou em silêncio. Nem morrer rapidamente ele conseguia fazer. Estava enfurecido. Queria morrer logo de uma vez. Não havia sentido em prolongar ainda mais seu sofrimento, sua morte era inevitável.

Eu quero morrer, droga! Eu quero morrer!

Fechou os olhos, esperando que assim nunca mais fosse voltar a abri-los. Mas o frio e a dor continuavam a atormentá-lo. O garoto então começou a sentir uma pontada de calor no seu íntimo. Alguma coisa estava queimando em seu corpo. Uma pequena chama tentava sobreviver, se manter acesa a todo custo. Ele abriu os olhos outra vez, mas desta vez seus olhos arderam, pois tudo estava claro demais. Depois de se acostumar com a intensa claridade branca, o garoto finalmente pôde ver.

Um gigantesco dragão oriental feito de luz branca estava em pé diante do seu corpo. O dragão era tão grande que suas garras eram três vezes o tamanho do garoto. O pavor tomou conta dele imediatamente.

O que é isso? Que dragão é esse? Esse é o Deus da Morte?

O garoto então percebeu que seu corpo já não doía mais. Ele não sentia frio, nem fome, nem dor. Suas energias voltaram ao corpo e ele pôde se levantar. O garoto lentamente se pôs de pé diante do dragão, encarando-o em silêncio. Ele não sabia se devia sentir medo ou conforto. Acreditava que a morte não era tão ruim assim, mas imaginava o que aquele dragão iria fazer.

Você vai me devorar? É assim que leva a alma das pessoas?

Não! Eu não levarei sua alma, garoto! Eu sou sua alma!

Os olhos do garoto se arregalaram e seu queixo caiu. O que aquele dragão estava dizendo? Ele não era o Deus da Morte? Então o que estava acontecendo ali?

O que está acontecendo? Quem é você?

Eu já disse! Eu sou sua alma!

Ele agora estava ficando cada vez mais confuso. Mas então a luz começou a ficar fraca e o dragão começava a desaparecer. O garoto, por algum motivo, se desesperou. Ele tentou alcançar o dragão com as mãos, mas não conseguia correr.

Não! Espera! Diga-me quem é você! Espera!

Então a luz desapareceu e a escuridão voltou a dominar sua mente. O garoto fechou os olhos e começou a chorar.

Isso não é justo! Não é justo! Eu não quero morrer! Não ainda! Não quero!

Ele chorava mais e mais, mas o cansaço foi vencendo-o outra vez e o garoto caiu no chão desmaiado. De repente, ele começou a sentir um calor circulando por todo seu corpo. Minutos depois o calor era tão intenso que começou a perturbar o garoto e ele abriu os olhos. A luz de velas enchia aquele salão pequeno.

O garoto viu um teto de palha sobre ele e quando se moveu, percebeu que estava deitado numa cama. Ele ficou tão surpreso que demorou a perceber que havia outra pessoa naquele aposento. O garoto tentou se sentar, mas sentiu dores no torso. O ruído acordou a pessoa que estava sentada ao lado de sua cama. Era uma garota, provavelmente da mesma idade que ele. Ela tinha longos cabelos loiros e seus olhos eram verdes como os dele. O garoto a encarou surpreso e sua mente já não estava mais lá. A garota se levantou e segurou-o.

Não, você não pode se mover ainda... As feridas ainda não se fecharam.

Onde estou?

O garoto não conseguia despregar os olhos daquela menina.

Você está na casa da minha avó... Tem sorte que eu o encontrei na estrada naquela hora da noite... Você dormiu por dois dias inteiros.

Ele arregalou os olhos. Dois dias inteiros dormindo. E ele estava vivo ainda. Era realmente algo difícil de acreditar. Mas então ele voltou a olhar o rosto da garota ao seu lado e pensou se ele não estava onde as pessoas chamavam de Paraíso, se bem que ele não sabia se uma alma na Soul Society podia ir para outro lugar, ao invés de simplesmente desaparecer num monte de partículas espirituais.

Agora que está acordado, é melhor você comer algo, precisa se nutrir.

A garota então empurrou um prato de mingau quente para ele e o garoto começou a comer sem dizer nada. Ele de vez em quando encarava a garota, mas quando ela sorria para ele, ele ficava com vergonha e desviava o olhar para a tigela em suas mãos.

Como se chama?

Quando ele terminou de comer, seus olhos pousaram nos dela e desta vez ele fixou-se neles. A garota apenas sorriu, satisfeita em ver que ele havia comido tudo.

Me chamo Jasmim... E você? Qual é o seu nome?

O garoto corou ao ouvir sua pergunta e desviou o olhar rapidamente. Por algum motivo, aquele nome pareceu o mais bonito dos nomes que ele ouvira até aquele momento. Ele então engoliu em seco e voltou a encarar a garota.

Sou Lustion.

Lustion? Que nome estranho...

Ele não sabia como reagir àquilo. Não sabia se devia sentir vergonha por ela não ter gostado do seu nome ou se devia sentir raiva.

Me desculpe se meu nome não é bonito.

Mas eu não disse que o nome era feio...na verdade, eu gostei dele.

Outra vez, o rosto de Lustion ficou vermelho, mas ele agora sorria, e Jasmim também. Os dois não disseram mais nada por alguns minutos. Apenas ficaram compartilhando olhares, olhares silenciosos, olhares que diziam tudo. Vários dias depois, as feridas de Lustion finalmente haviam cicatrizado. Ele tinha um corte diagonal no seu torso, perto da barriga, e dois cortes um pouco menores e mais finos no ventre. Lustion não gostou de suas cicatrizes, mas sabia que teria que aturá-las, pois iria carregar aquelas cicatrizes para o resto de sua vida na Soul Society.

Lustion passou a viver na casa da avó de Jasmim, ajudando na colheita. Ele notou que só ele e Jasmim sentiam fome e a avó não, não sabiam por que motivo. Não levou muito tempo e os dois se tornaram grandes amigos.


Última edição por Lustion Falcus em Seg Ago 01, 2011 9:29 pm, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Sex Maio 28, 2010 4:34 pm

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180 ANOS ATRÁS: DESPEDIDAS DOLOROSAS

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Vamos Lustion, você é muito lento! Hahahaha!

Jasmim corria pela estrada com um cesto de verduras nas mãos. Lustion corria logo atrás dela, tentando alcançá-la.

Espere, Jasmim!

Ele corria o mais rápido que suas finas pernas conseguiam. Lustion já era um adolescente agora, assim como Jasmim. Ambos continuavam a morar na casa da avó dela, e continuavam a colher verduras na roça para se alimentar. Essa vida pacata continuou por vários anos e Lustion não podia se sentir mais feliz em toda a sua vida. Mas ele não sabia que sua vida logo mudaria. Ele voltaria a encarar alguém que achava já ter esquecido: A Morte.

Quando os dois chegaram na casa, depararam-se com o corpo da avó caído no chão da sala. Jasmim e Lustion ficaram paralisados no vão da porta.

Vovó!

Vovó! O que aconteceu?

Eles correram para socorrer a avó deles, mas ela já não tinha mais vida, não respirava mais. No momento em que tocaram seu corpo, ele lentamente se esfarelou em pequenas partículas espirituais azuis brilhantes. Jasmim começou a chorar pela avó e Lustion permaneceu em silêncio, emprestando o ombro para a amiga. Ele não sabia o que fazer, o que falar. Por vários anos não se deparara com a morte outra vez e por isso havia esquecido completamente da dor. Nesse momento, Lustion lembrou-se de como conheceu Jasmim e sua avó.

Ela morreu por que não podia suportar a intensa quantidade de poder espiritual que vocês dois emanavam. Foi um fim bem triste, se querem minha opinião.

Lustion e Jasmim rapidamente viraram os olhos para um estranho homem que estava em pé na porta. Ele era alto e vestia um shihakushou preto. Lustion imediatamente identificou aquele homem como um Shinigami. O chapéu de palha e a capa rosa avermelhada davam um certo charme ao Shinigami, mas Lustion apenas sentiu ódio por ele.

Foi você!?! Você a matou?

Lustion se levantou de um salto e correu para a parede. Escondida atrás de um pequeno armário havia uma bouken. Lustion a pegou e partiu para cima do Shinigami brandindo a bouken.

Você vai ver!

O Shinigami apenas ficou encarando o garoto e segurou a bouken com a mão, sem dificuldade nenhuma.

Vocês dois tem bastante poder espiritual para sua idade... Deviam se tornar Shinigamis.

Dito isso, ele puxou a bouken das mãos de Lustion e ficou encarando-o em silêncio. Após alguns segundos, desarmado, Lustion se afastou e ficou ao lado de Jasmim, pensando com calma no que aquele Shinigami disse quando apareceu.

A vovó morreu por nossa causa?

O sorriso do Shinigami desapareceu e ele olhou para baixo com uma mão no chapéu de palha.

Sim... É por isso que foi um fim triste.

Lustion cerrou os punhos com força, mas conteve-se, praguejando em silêncio. Jasmim compartilhava de sua dor em silêncio também, enxugando as lágrimas.

Pensem sobre o que falei... Vocês poderiam aprender muita coisa na Academia Shinigami.

Então o Shinigami saiu da casa e desapareceu de vista. Jasmim e Lustion se entreolharam, os olhos dos dois cheios de lágrimas.

O que faremos agora, Lustion?

Eu não sei.

Os dois fizeram um túmulo para a avó deles debaixo de uma grande árvore, não muito longe da casa. Eles então voltaram para casa e continuaram a viver como antes, só que eles agora evitavam falar muito. Nunca falavam da avó enquanto podiam evitar, pois falar sobre ela lhes trazia muita dor no coração. Eles viveram assim por vários meses.

Então, um certo dia, Lustion foi conversar com Jasmim.

Eu irei me tornar um Shinigami... Assim eu terei poder para protegê-la e também terei conhecimento para resolver problemas que nós não podemos resolver com o que sabemos.

Jasmim não disse nada por um momento. Ela sabia que Lustion ia decidir aquilo cedo ou tarde.

Eu irei junto. Não quero me separar de você, Lustion. Não suportaria perder mais alguém da minha família.

Lustion e Jasmim decidiram partir para Seireitei no final daquele ano, que estava bem próximo.

Mas então outra reviravolta ocorreu em suas não mais pacatas vidas. Lustion estava em casa, preparando o jantar enquanto Jasmim foi colher comida para os dois. Ela caminhava pela estrada carregando o cesto de verduras ao lado do corpo, mas então ela ouviu um barulho entre os arbustos e um monstro apareceu se aproximando dela sorrateiramente.

Jasmim arregalou seus olhos e ficou paralisada de medo. Nunca tinha visto algo como aquilo. Aquele monstro era grande, peludo e tinha uma máscara branca mostrando dentes enormes. Ele urrou para ela e Jasmim seguiu seus instintos. Ela gritou e correu para longe do Hollow. Naturalmente, o Hollow a perseguiu pela estrada, mas então outro vulto saiu da mata e se pôs diante da garota. Era um homem alto vestindo trapos sujos. Ele segurava uma espada na mão e observava a garota e o Hollow com cara de quem achava aquilo a coisa mais normal do mundo.

Um Hollow? Eu vou acabar com esse monstrengo para você, garota.

O homem então avançou contra o Hollow e com uma espadada venceu-o cortando sua máscara ao meio. Jasmim parou de correr e observou aquele homem vencendo o Hollow com tanta facilidade. Então o homem se virou para ela e aproximou-se com um sorriso forçado.

Ótimo, agora você pode me agradecer, mocinha... Que tal você vir comigo, hein? Eu vou fazer você se sentir uma mulher rapidinho...

Jasmim ficou ainda mais pasma do que quando viu aquele Hollow. Ela não pensou duas vezes e começou a correr. O andarilho se irritou e começou a correr atrás dela. Quando Jasmim estava perto de casa ela começou a chamar por Lustion enquanto corria.

Lustion ouviu o chamado e correu para fora. Não demorou muito e ele pôde ver Jasmim no alto de um morro, descendo a estrada com um homem perseguindo-a. Lustion instintivamente começou a correr até ela com toda a velocidade que suas pernas lhe permitiam. Mas o andarilho havia finalmente alcançado Jasmim e agarrara-a pelos braços. Ela gritou e tentou se soltar com violência.

Os dois foram se afastando da estrada e se aproximando da beira de um penhasco ao lado da trilha. Com medo de cair, o homem rapidamente soltou a garota e ela perdeu o equilíbrio, caindo pelo penhasco. As pupilas dos olhos de Lustion quase desapareceram quando ele viu Jasmim caindo penhasco abaixo, chamando pelo seu nome.

Lustion!

Lustion rapidamente correu para fora da trilha e tentou alcançá-la, mas Jasmim já não gritava mais, pois havia caído no solo pedregoso. Lustion chamou-a pelo nome desesperado. Quando a encontrou, ela estava deitada no chão e havia uma grande poça de sangue sob seu corpo. Lustion se jogou no chão e segurou o corpo de Jasmim, deitando a cabeça dela em seu colo. Ele não conseguia acreditar no que estava vendo.

Jasmim... Jasmim... Vamos, Jasmim... Não faça isso comigo... Você disse que não queria se separar de mim... não pode me deixar, Jasmim... Jasmim! Não! Jasmim!

Lustion começou a chorar um rio de lágrimas sobre a cabeça da garota. Não conseguia aceitar aquilo. Simplesmente não podia aceitar que Jasmim estava morta. Ele então abraçou a garota com força, tentando em vão esperar que ela simplesmente acordasse e chamasse por seu nome outra vez.

Então o corpo dela começou a brilhar e despedaçar-se em partículas espirituais. Lustion arregalou seus olhos desesperado e tentou segurar as partículas espirituais com as mãos e traze-las de volta, mas o corpo de Jasmim já não mais existia.

Lustion estava sozinho. Completamente abandonado. Outra vez, ele deixou seu rosto coberto de lágrimas salgadas. Ele esbravejou o nome de Jasmim várias vezes, soluçando de dor.

Quando já não conseguia mais gritar, Lustion olhou para baixo e um ficou em silêncio, tentando não pensar. Um intenso ódio começou a brotar em seu interior. Lustion cerrou seus punhos e começou a liberar seu poder espiritual ao seu redor.

A terra começou a tremer e ele observou o chão onde antes jazia o corpo de Jasmim. Ele urrou e socou o chão várias vezes. Então, lentamente se levantando, Lustion voltou sua atenção para o topo do penhasco. O andarilho que perseguira Jasmim já havia escapado dali há um bom tempo. Lustion não pensou duas vezes. Ele correu como louco morro acima atrás do homem. Mesmo desarmado, Lustion planejava matar aquela pessoa, nem que aquilo fosse a última coisa que ele fizesse. Lustion correu por um longo caminho, pulando arbustos, desviando de árvores.

Ele não sabia como, mas sabia onde aquele homem estava, por onde ele corria. E não demorou muito para que Lustion alcançasse o andarilho que pensara ter despistado Lustion. O garoto chegou gritando com todo o seu fôlego e o andarilho, assustado, sacou a espada e ameaçou atacá-lo, mas Lustion não se importou, ele continuou avançando. O homem brandiu a espada, mas atingiu o rosto de Lustion apenas na sobrancelha esquerda, pois ele havia desviado seu corpo bem a tempo. Lustion finalmente pulou para cima do homem.

Ele imediatamente derrubou seu oponente e começou a socá-lo com todas as forças, sem deixar seu oponente reagir. Ele socou uma, duas, três, quatro, incontáveis vezes, até sua mão começar a doer. Mas mesmo com as mãos doloridas, ele continuou a socar o homem, pois a dor em seu coração não parava.

Sangue jorrava para todos os lados e os punhos de Lustion pareciam maçãs de tão vermelhas. Mesmo tendo desfigurado completamente o rosto do homem, Lustion não conseguia parar, tamanha era sua ira. Ele pretendia fazer aquilo até morrer esgotado de energia.

Mas algo começou a segurar seus braços. Ele foi parou de bater, fazendo uma pausa para respirar. Uma luz intensa brilhava em algum lugar no fundo de sua mente.

Lustion olhou para baixo e quase não conseguia distinguir osso e pele no rosto do homem. Lustion rapidamente se levantou e afastou-se assustado. Ele soluçava. Então viu que o andarilho ainda estava vivo. Ele babava sangue sem parar. Lustion sentiu nojo daquela visão e fechou os olhos. Mas então ele começou a ver uma lembrança distante enterrada no fundo de sua mente.

Lustion lembrava o dia em que enfrentou um homem por um odre de água. Aquele andarilho era o mesmo homem. O mesmo homem que quase matara Lustion e lhe deixara aquelas cicatrizes no corpo e agora no rosto. O mesmo homem que matou sua amiga. Lustion abriu os olhos e começou a encarar aquele homem seriamente. Mas ele não conseguiu sentir mais ódio, do contrário, ele sentia pena daquele homem.

Então Lustion se ajoelhou ao lado do andarilho quase morto e arrancou um pedaço de sua própria roupa. Ele lentamente começou a limpar o sangue no rosto do homem. Lustion encarou os olhos dele homem uma última vez.

Então se levantou e começou a caminhar de volta para sua casa sem olhar para trás. Ele arrumara suas coisas para ir para Seireitei e então saiu da casa. Mas antes de partir, Lustion tocou fogo no casa e assistiu o desaparecimento da última coisa que ligava Lustion àquela família. Aquela família ficaria para sempre enterrada no fundo de seu coração, guiando seu caminho pela estrada da vida. Ele então se virou e partiu para Seireitei, jurando jamais chorar por alguém, pois jamais deixaria uma pessoa que amava morrer outra vez.


Última edição por Lustion Falcus em Seg Ago 01, 2011 9:54 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Sab Set 18, 2010 2:12 am

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170 ANOS ATRÁS: O DRAGÃO ENFURECIDO

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Lustion caminhava por uma estrada de terra batida, completamente sozinho. Não havia nada ao redor dele além de árvores e mais árvores. Vários anos haviam se passado desde que ele deixara sua casa perto do 63º Distrito de Rukongai do Sul. Nesse tempo, ele dedicou sua vida a ficar mais forte e aprendeu a manejar sua bouken quase que com perfeição.

Ele usou a justiça como desculpa para enfrentar qualquer pessoa que aparecesse na sua frente fazendo mal a outra pessoa. Ele agora carregava incontáveis vitórias em suas costas, prova disso é que ele ainda estava vivo. Lustion também já não parecia muito com o garoto de dez anos atrás. Ele deixara seu cabelo crescer até as costas e sua barba estava sempre mal feita. Lustion conseguiu uma roupa que coubesse nele roubando dos malfeitores que ele derrotara.

Agora ele trajava um quimono azul e vermelho com um obi branco onde havia pendurado sua bouken já desgastada. Ele vagou por vários distritos de Rukongai, às vezes indo direto pelo caminho até Seireitei, às vezes andando em círculos. Ele não tinha pressa, queria chegar a Seireitei já com certa experiência como lutador. Ele olhou para suas roupas esmurradas e sujas e perguntou-se quando iria achar um rio onde podia lavar as roupas.

Toda essa lama dificulta meus movimentos, mal consigo andar de tão pesado e duro que está meu quimono.

Lustion continuou viajando por aquela estrada até o momento em que encontrou uma jovem mulher caminhando pela mesma direção que ele. Ela trajava um bonito quimono vermelho bem fino, algo bem incomum para um habitante de Rukongai. Ele imaginou se ela era rica.

Então ele viu o cesto que ela carregava nos braços e vagamente lembrou de sua vida na casa de sua avó. Lustion instintivamente apressou seu passo e começou a caminhar ao lado da moça. Ele era alto e quando estava próximo dela percebeu o quão baixa a garota era comparado a ele. Lustion ficou observando-a em silêncio. Ela percebeu o estranho ao lado dela e o encarou de volta, receosa.

Com licença, a senhorita poderia me dizer onde estou? Faz tempo que tenho viajado por essa estrada.

A moça sorriu para ele, Lustion percebeu que seus olhos eram castanhos como os cabelos.

Você está indo em direção ao 14º Distrito de Rukongai, senhor. Não falta muito para chegar lá, são mais dois dias de viagem.

Lustion olhou estrada a frente e imaginou a distância. Então ele já estava bem perto de Seireitei. Ele pensou se deveria continuar a viagem ou se devia desviar seu caminho outra vez, para se preparar melhor. Mas então a moça chamou sua atenção.

O senhor deseja descansar em nossa pousada esta noite? O senhor deve estar bem cansado já que viaja há tanto tempo.

Ela observava as roupas sujas de Lustion e via naquilo um perfeito cliente para a pousada onde ela trabalhava. Ela sorriu para ele, esperando convence-lo a aceitar sua oferta.

Eu não tenho dinheiro para pagar uma noite numa pousada.

Ah, mas isso não será um problema. Confesso que nós não temos muitos clientes. Qualquer coisa serve como pagamento.

Lustion franziu o cenho e achou aquilo muito estranho. Ele parou para pensar naquilo e a moça parou ao lado dele, esperando ansiosamente por uma resposta. Então Lustion voltou a andar.

Tudo bem, se você insiste, irei até sua pousada.

Mesmo? Obrigada!

Então os dois caminharam juntos por um bom tempo até finalmente chegar numa trilha que deixava a estrada. No alto de um morro havia um enorme edifício e Lustion rapidamente identificou aquilo como uma hospedaria de águas termais, algo bem raro em todo Rukongai.

Vocês têm águas térmicas aqui? Incrível!

A moça sorriu ao ouvir isso e o guiou até a entrada da pousada. Lustion percebeu que o lugar era bem luxuoso. Mas ao mesmo tempo, era um lugar deserto, por que não havia ninguém por perto. Ele não ouvia nenhum ruído de vozes ou passos além dos deles. Finalmente, ele entrou no saguão de entrada onde havia uma mulher atrás de um longo balcão. A moça que estava com Lustion então se curvou para ele e começou a se afastar dali.

Obrigada por vir, senhor.

Lustion a observou indo para uma porta atrás do balcão com o cesto nas mãos, mas então a chamou.

Espera, qual é o seu nome?

A moça parou e olhou para trás, surpresa. Depois sorriu.

Me chamo Meldë.

Lustion então a viu desaparecer no outro aposento e voltou sua atenção para a moça esperando no balcão. Ele se aproximou. Ela sorriu o máximo que pôde para Lustion.

Bem vindo à nossa pousada, senhor.

Aquela mulher me indicou este lugar.

Ela meneou a cabeça.

Meldë será devidamente gratificada por isso. Bem, quanto tempo o senhor pretende ficar aqui?

Lustion olhou para o saguão todo, pensando o quanto podia ficar lá. Mas já havia decidido que ia passar apenas uma noite lá, pois devia continuar sua viagem e seu treinamento.

Apenas uma noite.

Certamente.

Ela então abriu um grande livro preto e começou a escrever os dados.

Seu nome é?

Lustion.

A moça escreveu seu nome no livro e então pegou uma chave de debaixo do balcão. Depois bateu palmas e imediatamente vieram duas garotas pela porta atrás da recepcionista.

Apresentem a hospedaria ao senhor Lustion, por favor... Senhor, você ficará com o quarto 27, perto do penhasco. Terá uma vista linda durante a noite.

Lustion se curvou em agradecimento e seguiu suas guias. Ambas eram adolescentes sorridentes que trajavam quimonos coloridos. Elas o guiaram por vários corredores até chegarem ao jardim que ficava no meio da hospedaria. Lustion viu Meldë carregando toalhas para dentro de um quarto, mas continuou seguindo as duas garotas à sua frente.

Após uma longa caminhada, Lustion aprendeu onde ficavam os banhos termais, onde ficavam as salas de descanso, os quartos de hóspedes e o salão de refeições. Ele não conseguiu imaginar como alguém poderia pagar uma hospedaria como aquela, talvez fosse por isso que não havia clientes lá.

Quando a noite chegou, Lustion foi tomar banho e ficou fitando as estrelas no céu, pensando. Mas então ele ouviu um barulho vindo de algum lugar de dentro da hospedaria. Parecia algo como uma gritaria e madeira se partindo.

Lustion ficou sério e imediatamente saiu do banho, vestindo-se e andando cautelosamente até seu quarto. No caminho, ele pôde ouvir a gritaria nitidamente.

Onde ele está!?! Eu sei que aquele espadachim veio nessa direção! Onde está esse Lustion?

Havia alguém o procurando. Lustion sabia que ninguém estaria o procurando para uma conversa amigável, ele fez mais inimigos do que amigos em sua jornada até aquele momento.

Sabendo agora do que se tratava a situação, Lustion correu para pegar sua bouken do quarto e depois caminhou sorrateiramente até o saguão de entrada. Ele estava preocupada com as mulheres que trabalhavam naquela hospedaria. Qualquer mal que acontecesse a elas seria culpa dele.

Quando estava perto, Lustion espiou o saguão. Havia dois homens altos no salão fazendo baderna e um mais alto ainda gritando com a recepcionista indefesa. O balcão foi partido ao meio pela enorme cimitarra do líder daquele bando. Lustion pensou em se aproximar, mas então parou.

Ele viu dois homens, mais baixos e aparentemente mais fracos, trazendo três mulheres para o saguão, eram as guias de Lustion e Meldë. Lustion mordeu os lábios e então pensou numa maneira de trazer todos para cima dele de uma vez, deixando as mulheres escaparem dali. Lustion então ficou de pé no meio do corredor, observando os oponentes com cuidado.

Ele tinha que fazer tudo direito, não podia deixar ser pego tão facilmente. Lustion então se agachou e correu para o saguão com toda a velocidade. Quando chegou lá, pulou alto com o impulso e chutou a cara do líder com os dois pés antes deste ver Lustion. Os outros gangsteres ficaram abismados ao ver o líder caído. Mas este se levantou, coçando o rosto machucado.

Desgraçado, então você estava aqui afinal...

Como ousa atacar nosso líder desse jeito!?!

Gritaram os gangsteres enquanto ajudavam o líder a se levantar. Lustion apenas abriu um sorriso.

Vocês vieram atrás de mim, não é? Então venham me pegar! Talvez vocês tenham sorte se vierem todos de uma vez.

Dito isso, Lustion começou a andar para trás lentamente. A isca estava solta, agora só faltava os peixes mordiscarem-na e cair na armadilha. Os dois gangsteres mais altos começaram a correr em sua direção e Lustion correu pelo corredor. Os outros iam segui-lo, mas o líder parou eles. Já imaginava a intenção de Lustion.

Vocês dois, vigiem as mulheres... Façam o que quiserem com elas, mas deixem-nas vivas até capturarmos aquele bastardo.

Então o líder caminhou na direção oposta do corredor, procurando um caminho que levasse ao outro lado da hospedaria antes que Lustion. Os dois brutamontes que seguiam Lustion não eram rápidos o suficiente para acompanhar o garoto, Lustion aproveitou para correr devagar e poupar fôlego. Quando o corredor terminou, Lustion deu uma rápida olhada no salão e finalmente parou no meio da sala, esperando seus oponentes. Ele lentamente levou a mão à bouken em sua cintura.

Vamos ver se vocês sabem usar esses músculos numa luta de verdade.

Os dois homens gigantes saíram do corredor e vieram para cima de Lustion sem pensar duas vezes. Era perigoso ficar parado na frente deles, mas Lustion tinha que esperar o momento certo para contra-atacar. Quando enxergou o momento, ele rapidamente puxou sua bouken e moveu-a contra o joelho esquerdo do homem à sua esquerda. Depois levantou a bouken contra o pulso esquerdo do homem à direita. Em seguida pulou para o lado antes de ser atropelado.

Os dois gritaram de dor, um segurando o joelho e o outro vendo seu pulso quebrado. Lustion percebeu que eles não eram tão fortes assim, só tinham músculos.

É uma pena, mas vocês não servem nem para me aquecer.

Lustion já se preparava para atacar os dois sem medo, quando de repente sentiu uma grande intenção assassina atrás dele. Ele rapidamente olhou para trás em tempo de ver uma enorme mão vindo em sua direção. Lustion se abaixou e rolou para trás, parando na frente dos dois brutamontes.

Ele rapidamente se levantou e acertou uma espadada nos pulsos enormes que tentavam agarrá-lo. Ele então pulou para longe quando teve chance e finalmente viu quem tentara atacá-lo pelas costas. Era o líder do grupo.

Lustion sabia que ele ficara para trás, pois só vira os dois brutamontes seguindo ele pelo corredor. Mas se o líder estava sozinho ali, então as mulheres ainda estavam em perigo. Lustion amaldiçoou sua falha em silêncio e encarou seu inimigo seriamente.

Você não poderá correr por muito tempo, espadachim.

Será?

Lustion abriu um sorriso confiante e voltou sua atenção para os dois ao seu lado, que já vinham em sua direção. Ele já não temia mais aqueles dois, sabia de suas capacidades. Com um movimento rápido, Lustion se aproximou para bem perto deles e girou o corpo numa volta completa, acertando a bouken contra a barriga dos dois.

Naturalmente não machucou muito, mas os parou por um breve momento. Lustion rapidamente girou o corpo e pulou para cima das costas de um dos brutamontes. Ele correu nas costas de seu oponente e pulou outra vez, girando o corpo sobre a cabeça dele e acertando-lhe uma espadada bem forte no rosto. Quando Lustion tocou o chão, seu primeiro oponente já estava caído no chão, nocauteado. Então ele encarou o segundo, que via seu amigo desmaiado e temia ser acertado também.

Vendo o medo nos olhos do inimigo, Lustion correu em sua direção e pulou em seu braço, agarrando-o com a mão como se fosse um galho de uma árvore. Lustion aproveitou a inércia para girar seu corpo para cima e depois girou numa volta completa de cabeça para baixo e acertou uma espadada na nuca do oponente, derrubando-o facilmente. Mas, quando tocou o chão, sentiu como se fosse atropelado por um cavalo quando levou um soco da enorme mão do líder.

Lustion voou para o outro lado do salão e quebrou alguns móveis na parede. Ele cuspiu sangue e levantou-se com a cabeça girando. A força do cara era enorme. Lustion tinha que evitar levar qualquer golpe daquele oponente.

Terei que enfrentá-lo uma hora ou outra, mas é melhor deixar essa luta para o final. A vida daquelas mulheres está em perigo e não posso deixar que se machuquem...

Então Lustion finalmente ficou de pé, encarando o líder do bando o observando com olhos ameaçadores. O rosto de ambos estava sério e os dois sabiam que eram lutadores valorosos e que uma batalha entre eles com certeza acabaria em morte. Lustion então correu em direção ao oponente, segurando a bouken com as duas mãos ao seu lado, mas ele fez uma finta no inimigo e desviou para outra direção.

O líder caiu na finta e quase perdeu o equilíbrio. Lustion então pulou alto no ar e pisou nas costas do grandalhão para passar para o outro lado do salão, correndo para o corredor por onde viera. Ele voltou ao saguão de entrada e viu os últimos dois homens do bando açoitando a recepcionista com as bainhas de suas espadas. Aquela visão paralisou Lustion, espantado com tamanha crueldade.

A moça estava indefesa e já estava toda coberta com seu próprio sangue. As outras moças estavam amarradas juntas num canto do saguão e tentavam não ver aquela cena de tortura. A recepcionista não gritava, pois estava nocauteada fazia tempo. Lustion permaneceu parado por causa do espanto, mas aquele sentimento foi rapidamente substituído por ira e Lustion segurou sua bouken tão forte que sua mão direita doía.

Ele rapidamente acertou uma mesinha ao seu lado, destroçando-a em pedaços. O barulho chamou a atenção dos homens e eles pararam. Mas hesitaram ao ver Lustion no corredor, ao invés de ver seu chefe. Lustion os encarava com os dentes cerrados e fazendo uma cara de ódio.

Eu não vou perdoá-los!

Dito isso, Lustion correu rapidamente em sua direção, movendo a bouken horizontalmente contra eles, mas seus oponentes eram mais rápidos que Lustion e facilmente desviaram do golpe, separando-se para os lados e cercando o espadachim. Lustion, apesar de movido pelo ódio agora, era um lutador por instinto. Ele viu uma pequena mesinha ao lado dele e rapidamente a golpeou com a bouken com força.

Os pedaços da mesinha voaram em direção a um dos oponentes e este desviou para o lado, mas Lustion já girava sua bouken contra sua cabeça naquele lado e acertou em cheio contra o nariz. Sangue espalhou para todo lado. Lustion então virou para trás e viu uma lâmina vindo em sua direção. Ele instintivamente moveu o rosto para o lado e viu o oponente parar o braço e movê-lo para sua direção, acertando o cotovelo contra seu pescoço.

Lustion cuspiu e caiu no chão quase desacordado. Foi só quando sentiu seu rosto contra o tatame que ele voltou a si e virou a cabeça em tempo de ver um pé vindo em sua direção. Ele bateu no pé com um tapa bem veloz e girou o corpo no chão, para finalmente se levantar. Porém, quando se levantou ele ouviu um zunido em seu ouvido e rapidamente se agachou.

O líder do bando balançara a cimitarra contra seu pescoço e quase lhe cortou a cabeça fora. Lustion rolou para frente, mas quando parou viu a perna de seu outro oponente vindo em sua direção. Ele rapidamente levantou a bouken contra a perna para pará-la, mas o impacto o jogou para trás e ele caiu no chão. O líder gigante já estava sobre ele, girando a cimitarra para baixo, tentando cortá-lo em dois.

Lustion encarou seu oponente seriamente outra vez e rapidamente girou para o lado, perdendo alguns fios de cabelo. Ele rapidamente se levantou num movimento brusco de braços e pernas e viu seus oponentes vindo para sua direção ao mesmo tempo. Lustion então pulou para trás, pousando sobre o balcão quebrado e depois pulou por sobre seus oponentes. Mas quando tocou o chão, foi chutado nas costas e voou contra o chão no outro lado da sala.

Lustion tentou se levantar, com o corpo todo dolorido já, e viu Meldë e as outras amarradas bem ao seu lado. Ele viu o pavor nos olhos de Meldë e lembrou de seu próprio medo ao ver Nisilótë caindo penhasco abaixo. A raiva voltou a turbinar seu corpo e Lustion lentamente se levantou, segurando a bouken na mão. O líder dos gangsteres observou os olhos de Lustion em chamas e abriu um largo sorriso.

Então era essa visão que botava medo naqueles que você derrotou? Hein, Lustion, o Furioso?!? Eu vou arrancar essa expressão odiosa de seu rosto e faze-lo implorar pela vida. Depois vou entregar sua cabeça ao nosso chefe e contarei como você foi derrotado tão facilmente.

Lustion encarava seus oponentes, quase cego pela ira. Ele cerrava os dentes outra vez e sua mão sangrava de tanta força que imprimia na bouken.

Eu vou quebrar sua cabeça antes que você possa dizer meu nome outra vez.

O sorriso do chefe dos gangsteres desapareceu e ele encarou Lustion seriamente agora. Lustion então correu em sua direção. Ele moveu a bouken diretamente contra o torso do líder, mas seu golpe foi defendido pelo braço. Lustion aproveitou e agarrou aquele braço enorme, pondo o joelho contra o antebraço e subindo sobre ele num único salto. Lustion então pulou para o lado, girando a bouken contra o oponente mais baixo, mas este rapidamente pulou para longe.

Antes mesmo de tocar o chão, Lustion jogou sua bouken contra ele e seu golpe improvisado surpreendeu o oponente, acertando-lhe o rosto. Lustion caiu sobre o chão, mas rapidamente girou o corpo para o lado antes que a cimitarra do gigante que vinha logo atrás alcançasse ele. Lustion então se levantou sobre os joelhos e procurou por sua bouken. Ele não lutava desarmado, precisava recuperar sua arma, ainda mais quando o oponente também possuía uma arma.

Foi então que Lustion viu um pedaço do balcão destroçado que tinha o formato de uma lâmina. Lustion rapidamente pulou para o lado e pegou aquela pequena lâmina. O gigante imediatamente girou sua cimitarra horizontalmente contra Lustion, mas esse abaixou no momento certo e rolou para o outro lado do balcão com a arma na mão. Ele então pulou sobre o balcão arruinado e pulou outra vez para escapar de outro golpe do oponente. Quando estava atrás do oponente, Lustion correu em direção à sua bouken e a recuperou rapidamente.

Finalmente, ele estava com sua arma de volta, então foi para o meio da sala e se pôs em posição de batalha. Ele ficou observando a curta lâmina que agora segurava na mão esquerda e pensou em como usa-la. Lustion nunca lutara com duas armas. Ele pensou que aquele era um bom momento para tentar, pois precisava lutar como nunca fez antes. Seu oponente se virou para Lustion, segurando a grande cimitarra com força, e encarou o espadachim agora com duas espadas.

O que você acha que pode fazer com uma bouken e um pedaço de madeira que quebraria com qualquer golpe?

Lustion ficou em silêncio. Ele continuava a pensar com cuidado sobre como lutar com duas espadas. Ele usaria as duas espadas para atacar? Como faria isso? Se movesse os dois braços na mesma direção no mesmo movimento, causaria um dano dobrado no oponente. Mas algo dizia que ele podia fazer mais coisas com duas espadas. Lustion continuou pensando no assunto, ignorando até a luta em que estava agora a pouco.

O líder dos gangsteres se irritou ao ser ignorado por Lustion e partiu para cima dele com um longo movimento da cimitarra. Lustion então voltou sua atenção para a luta e virou o corpo para o lado, escapando por pouco da lâmina da espada. Ele agora estava de pé com a lâmina ao seu lado enterrada no chão. Lustion observou a cimitarra e depois voltou seu olhar para o oponente.

Quando alguém ataca com uma espada, sua guarda fica abaixada, mesmo que apenas por um instante. Lustion sempre tinha esse problema e sempre teve que se esforçar para aprimorar sua defesa após aplicar um golpe. Então percebeu que com duas espadas, ele podia defender um golpe do oponente com uma das espadas e no mesmo movimento podia acertar o inimigo com a outra espada.

Era isso. Era perfeito. Um ataque e uma defesa balanceados, trabalhados em conjunto. Essa era uma das utilidades de se usar duas espadas. Um sorriso abriu no rosto de Lustion.

E eu gostei disso...

Então ele rapidamente pulou para longe do adversário quando este moveu a cimitarra de volta. O gigante preparava-se para atacar outra vez e Lustion agora também estava preparado. Ele viu seu adversário mover o braço para cima e rapidamente mover a cimitarra contra sua direção diagonalmente. Lustion então previu o movimento completo e rapidamente se agachou, movendo a lâmina esquerda para cima. Apesar de a lâmina ter sido facilmente destroçada pela cimitarra, Lustion conseguiu desviar o movimento do braço um pouco para cima, abrindo ainda mais a guarda do oponente.

Então, gritando com todas as forças, Lustion apontou sua bouken diretamente contra o fígado do gigante e usou as duas mãos para atacar. Sua espada atingiu a barriga do gigante em cheio e este perdeu o fôlego com o golpe. Lustion então aproveitou o breve momento para escalar sobre o corpo do oponente e pular para cima.

Quando começou a descer, Lustion segurou a bouken com as duas mãos outra vez e girou-a com toda a força contra a cabeça do inimigo. Sua espada se espatifou na cabeça do gigante e este morreu com os olhos saltados para fora. Lustion pousou no chão e viu seu adversário caído. Ele finalmente venceu. Com isso em mente, deixou-se cair no chão de costas, desmaiando de tão cansado.

Senhor Lustion? O senhor está bem?

Lustion lentamente abriu os olhos. Ele estava deitado numa cama confortável e quando abriu os olhos completamente, viu um teto de madeira sobre ele. Lustion sentiu como se estivesse repetindo um evento anterior e murmurou.

Dejà Vu.

Lustion então moveu seus olhos e viu Meldë sentada ao lado de sua cama, olhando-o com cara de preocupada. Lustion se sentou com cuidado e percebeu que não sentia dores. Ele estava completamente curado. Aquilo era uma surpresa para ele.

Há quanto tempo estou desacordado?

Há seis horas, senhor.

Os olhos de Lustion se arregalaram e ele procurou suas feridas da batalha pelo corpo. Meldë percebeu o que Lustion procurava e sorriu.

Não se preocupe. As garotas nessa hospedaria são peritas em cura, por isso você não encontrará nenhuma ferida de sua batalha ontem a noite. Nós ficamos curando o senhor a noite toda.

Lustion a encarou, surpreso.

Cura, é?

Algumas horas depois, Lustion estava vestindo sua roupa nova que recebera naquela manhã, pois seu quimono antigo estava completamente em pedaços, e arrumando seu quarto. Ele foi para o saguão de entrada e viu todas as mulheres que trabalhavam naquela hospedaria o esperando na saída. Lustion ficou observando elas em silêncio, pensando no que dizer a elas.

A recepcionista parecia nunca ter sido torturada, com certeza era obra do poder de cura de suas colegas. No final, ele parou no meio do saguão e pôs-se de joelhos diante de todas.

Perdoem-me!

Lustion ficou de cabeça abaixada, esperando que elas dissessem algo, mas Lustion apenas sentiu um leve toque em seu ombro e ele ergueu a cabeça. Meldë o ajudou a se levantar, sorrindo para ele. Todas elas estavam sorrindo.

Não se desculpe, senhor Lustion... O que aconteceu ontem foi horrível, mas o senhor salvou nossas vidas e também nosso trabalho. O senhor derrotou as pessoas que perturbavam nossa clientela, deixando nossa hospedaria sem cliente algum por vários meses. Agora que você os derrotou, eles nunca mais nos perturbarão.

Lustion franziu o cenho. Então, no final, elas saíram lucrando com a batalha da noite anterior. Lustion tentou sorrir em resposta, mas não conseguiu. Ele instintivamente levou sua mão esquerda para a cintura, mas sua bouken não estava ali. Ela havia sido quebrada na batalha. Meldë percebeu o que se passava na cabeça de Lustion e chamou uma das garotas que guiara Lustion pela hospedaria. Ela veio trazendo um embrulho longo e entregou-o a Meldë.

Ela desfez o embrulho e entregou a Lustion duas boukens, uma longa e uma mais curta. Lustion recebeu as armas com surpresa, ele não tinha palavras. Meldë então chamou a outra garota que guiara Lustion e esta também trouxe um embrulho, mas desta vez, Meldë tirou um longo haori vermelho com a figura de um dragão nas costas e entregou-o a Lustion sorrindo ainda mais. Lustion observou aquele manto pensativamente antes de recebê-lo.

Nós lhe entregamos esses presentes para mostrar nossa gratidão pelo que fez por nós, senhor Lustion, o Dragão Enfurecido.

Lustion se curvou, agradecendo os presentes e então prendeu as espadas no obi e depois vestiu o haori vermelho sobre seu novo quimono, todo branco. Ele se sentiu estranho naquele momento, como se tivesse crescido muito em tão pouco tempo. Ele pensou ter amadurecido muito após aprender a lutar com duas espadas na batalha anterior. Lustion então sorriu finalmente. Ele observou suas anfitriãs e procurou os olhos da recepcionista.

Posso saber quem de vocês é a responsável pela hospedaria?

Meldë sorriu para Lustion.

Sou eu mesma, senhor.

Lustion franziu o cenho outra vez. Ele pensou que a recepcionista fosse a superiora de Meldë, mas pensando bem, Lustion imaginou que aquelas mulheres tratavam umas as outras com igualdade, apesar de Meldë ser a gerente do lugar. Ele sorriu para ela e curvou-se demoradamente.

Obrigado pela hospedagem, eu não me esquecerei do breve tempo que passei aqui. Eu irei embora e levarei esse haori como recordação. Obrigado!

Dito isso, Lustion finalmente se virou e saiu da pousada, partindo outra vez para a estrada, agora se sentindo mais forte do que nunca. Ele não podia imaginar que perigos ele iria enfrentar em seu caminho, mas sabia que ele só tinha duas opções para escolher. Vencer ou morrer.


Última edição por Lustion Falcus em Qua Set 07, 2011 7:41 pm, editado 3 vez(es)
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Lustion Falcus

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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Sab Set 18, 2010 12:18 pm

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160 ANOS ATRÁS: FAZENDO AMIZADES E INIMIZADES

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Um grito desesperado ecoou pelo ar. Uma garota corria de um grupo de homens que juravam a morte dela quando pusessem suas mãos nela. Ela estava carregando um grande saco que parecia pesado e fazia ruído metálico quando sacudia.

Após correr muito, a garota começou a ficar cansada, então ela dobrou uma esquina, mas quando viu, estava num beco sem saída. Instantes depois, a gangue que a perseguia alcançara a saída do beco antes que ela pudesse pensar em voltar atrás. Eles ficaram sorridentes, vendo sua presa indefesa contra a parede.

Ela olhava desesperada para os lados, à procura de uma saída, mas não havia nenhuma. A gangue foi se aproximando e quando o primeiro homem a agarrou, a garota soltou um grito ensurdecedor. No instante seguinte, ouviu-se um som de alguém caindo no chão. Todos olharam em direção à saída do beco e viram um homem vestindo um quimono verde e um longo haori vermelho parado ao lado de um membro da gangue desmaiado no chão.

O homem tinha cabelos longos, uma barba mal feita e olhos verdes penetrantes. Sua expressão era bem séria. Os homens gritaram em protesto contra ele, mas viram que aquele estranho empunhava uma bouken de madeira e avançava destemido em sua direção.

Soltem a garota.

A gangue hesitou, mas um deles pisou firme no chão.

Desgraçado! Quem é você?

O homem de haori vermelho parou e encarou todos eles com um olhar sombrio. Havia uma grande intenção assassina pairando no ar.

Meu nome é Lustion.

Então, de repente, uma grande pressão espiritual desabou sobre a gangue e a garota. Eles ficaram paralisados de medo, suando frio. Lustion então fechou os olhos.

Se não vão soltá-la, então irei tirá-la de suas mãos a força... Com licença.

Dito isso, ele correu na direção da gangue e girou sua bouken habilmente, acertando os pontos fracos de cada um e nocauteando todos eles. Como o beco era apertado, eles tiveram dificuldade de se mover e foram pegos pelo ataque de Lustion sem poder mostrar muita resistência.

No minuto seguinte, Lustion viu seu caminho livre para a garota e aproximou-se dela. Ele percebeu que a garota havia desmaiado, provavelmente foi quando ele emanou sua pressão espiritual.

Ele se abaixou e segurou a garota nos braços, então Lustion a carregou para longe dali. Vários minutos depois, a garota acordou e viu que estava deitada em sua cama, sã e salva. Ela se vestiu e correu para a sala. Lustion estava sentado à mesa, conversando com um homem barbudo enquanto tomavam um chá.

Ei, Lustion! Onde está?!? Onde está a sacola que eu peguei?

Ela encarou Lustion com raiva. O rapaz franziu o cenho e sorriu para a garota tranquilamente.

Ora, você acordou, Calië-dono?

Aquele sorriso tranqüilo deixou a garota ainda mais braba e ela avançou contra Lustion e segurou-o firmemente pelo quimono.

Não me venha com esse sorrisinho, Lustion! Onde está?

Ela sacudiu Lustion tentando forçá-lo a falar, mas o rapaz continuou sorrindo. O homem barbudo interveio segurando Calië pelo braço.

Pare com isso, Calië... Aquela bolsa está guardada.

Ela olhou para o homem e sossegou, mas não soltou o quimono de Lustion que permanecia calado.

Quantas vezes eu te disse, Calië, para não roubar dinheiro dos outros, ainda mais de gente perigosa? Você podia ter morrido hoje. Se não fosse por Lustion...

Calië então se sentou ao lado de Lustion e cruzou os braços, emburrada.

Sim, sim, sim... Como sempre, Lustion apareceu na hora certa e me salvou... Eu sei dos riscos, mas não tenho outra escolha, o único jeito de sobrevivermos é roubando, papai!

O velho barbudo suspirou, desapontado.

Além do mais, aquele dinheiro era roubado, eu roubei dinheiro de ladrões, então não estou fazendo nada errado, muito pelo contrário, estou fazendo um favor aos outros.

Ora, mas roubar é roubar, continua sendo errado, não importa quem seja a vítima.

Calië viu o rosto sorridente de Lustion e mostrou a língua para ele.

Você diz isso, mas aposto que também já roubou... Não tem como você vestir essas roupas sem ter pagado, e aposto que você roubou para poder pagar por isso.

Lustion franziu o cenho e ficou olhando para seu haori e suas boukens.

O que estou vestindo foi um presente de pessoas que conheci em minhas viagens. Eu não matei nem roubei ninguém para conseguir isso, eu os recebi de pessoas generosas.

Calië virou a cara para o lado outra vez e cerrou os dentes, braba por não poder argumentar contra Lustion. O pai dela então ofereceu a Calië uma xícara de chá e voltou sua atenção a Lustion.

Perdoe minha filha, Lustion, ela é energética até demais.

Lustion sorriu para o homem e balançou a cabeça negativamente.

Não se preocupe com isso, eu entendo. Afinal, Calië-dono é só uma criança ainda...

Calië bufou de raiva outra vez e fechou os punhos ameaçadoramente contra Lustion, mas ele apenas sorriu para ela. A garota tentou soca-lo, mas Lustion parou o soco com a palma da mão e a segurou firmemente para que ela não voltasse a fazer aquilo. Lustion então voltou a olhar o pai dela.

Bem, como eu estava falando antes de sermos interrompidos, eu vou preparar minhas coisas e partirei amanhã de manhã...

Calië se surpreendeu e relaxou rapidamente, encarando Lustion.

Você vai embora, Lustion?

Ele sorriu para ela e anuiu levemente.

Fiquei tempo demais aqui, tenho que seguir viagem e treinar mais.

Com o objetivo de se tornar um Shinigami respeitado, o Senhor Lustion não pode ficar aqui para sempre e relaxar. Ele tem que ir... Eu sabia que esse dia chegaria...

O pai de Calië cruzou os braços e olhou para baixo pensativamente. Calië também olhou para o chão em silêncio. Lustion, vendo a cara triste da amiga, tentou conforta-la.

Não fique triste, Calië-dono, eu prometo que mando lembranças quando eu me tornar um Shinigami.

Eu não quero lembranças suas!

A garota então se levantou e correu para fora. Lustion pôde ver lágrimas rolando no rosto dela quando ela virou para a rua. Ele então voltou seu olhar para o pai dela e lamentou-se por deixa-la triste.

Não se preocupe, Lustion, Calië está triste pois você se tornou o melhor amigo dela, mas ela é forte e vai superar isso.

Lustion meneou com a cabeça e finalmente se levantou, prendendo suas boukens no obi.

Muito bem então, vou sair para comprar as provisões que preciso para a viagem. Eu trarei o jantar também, então não precisa pedir para a Calië fazer isso.

Ele então deixou a casa e começou a caminhar silenciosamente pela rua, seus braços estavam cruzados sob as mangas do haori vermelho. Lustion estava no 8º Distrito de Rukongai do Oeste, Seireitei agora estava a apenas uma semana de viagem dali. Ele estava mais perto do que nunca e estava nervoso por isso. Lustion não sabia se estava apto para se tornar um Shinigami ainda.

Quando o Sol já estava se pondo, Lustion voltava da mercearia com várias sacolas de compras nas mãos, caminhando de volta para casa. Ele então percebeu um grande grupo de pessoas rodeando algo e Lustion decidiu verificar o que era. Mas quando chegou na primeira fila de espectadores, viu Calië tentando se desvencilhar de um homem enorme que a segurava firmemente. Um homem bem vestido estava na frente dela e deu um tapa na cara dela.

Lustion avançou a passos firmes no meio da roda e ficou ao lado do homem que acertara Calië. O homem percebeu o estranho ao seu lado e ia perguntar seu nome, mas Lustion já havia sacado sua bouken e acertado o homem em cheio na cara.

Maldito! Quem você pensa que é para acertar Mitaharu-dono?!?

Lustion viu vários homens se aproximando, provavelmente a gangue do homem que acabara de derrubar. Ele apontou a espada para eles e sacou sua bouken curta, apontando-a para o homem grande que segurava Calië.

Lustion!

Ela tentou se desvencilhar outra vez, mas era inútil. À menção daquele nome, a gangue ao redor de Lustion ficou murmurando entre si. Lustion olhou de Calië para os homens ao redor dele. Provavelmente eram da mesma gangue que Lustion enfrentou naquela manhã.

Qualquer um que mexer com essa garota será derrotado pelas minhas espadas. Esse é meu aviso. Partam daqui se quiserem viver!

Ele então encarou o grandalhão na frente dele e rapidamente deu um salto até a altura de sua cabeça. Ele pousou nos ombros do gigante e girou as boukens contra o pescoço dele com força. Como esperava, Calië foi solta e ela caiu no chão. Lustion então continuou golpeando o pescoço do homem com golpes rápidos até nocauteá-lo.

Mas então Lustion percebeu que o grandalhão ia cair em cima de Calië, então ele pulou para o chão, mas quando viu, havia um homem vestindo um quimono branco segurando Calië num dos braços e segurando o corpo do gigante com a outra mão como se este fosse a coisa mais leve do mundo. Lustion observou aquilo surpreso, a força daquele homem devia ser enorme.

Isso é perigoso. Você devia pensar melhor antes de salvar uma pessoa, certo, Senhor Lustion?

Lustion encarou aquele homem com cautela. Ele sentia uma aura diferente naquele guerreiro. Então percebeu que a gangue ao seu redor se curvara ao homem que segurava Calië.

Você é o líder? Pareceu-me que você queria a garota morta, mas mesmo assim você a salvou...

O homem jogou o gigante para o lado e depois encarou Lustion com um sorriso. Ele usava um cachecol branco e aquilo chamou a atenção de Lustion. Era preciso muito dinheiro para ter algo daquele tipo.

Sim, eu sou o líder deles, mas não me entenda mal. Eu nunca quis o mal para essa menina, eu apenas queria meu dinheiro de volta. Perdoe a audácia e violência de meus homens, eles não entenderam bem minhas ordens.

Ele então chamou um subordinado e deixou Calië em seus braços. Então o guerreiro desembainhou uma brilhante espada e apontou-a contra Lustion.

Mas eis que chegamos numa situação muito interessante. Eu nunca imaginei que teria a chance de encontrar Lustion, o Dragão Enfurecido, em minha vila... Que tal fazermos um negócio? Eu entrego a menina e deixo o dinheiro que ela me roubou com vocês, mas em troca eu quero uma luta contra você. O que me diz?

Lustion encarava aquele homem em silêncio. Ele parecia ser uma pessoa nobre e culta, mas a espada dele apontada para seu rosto lhe dizia que ele era mais do que uma mera pessoa abastada.

Qual é o seu nome?

Sou Laivindur Fëalith, o atual chefe da família Fëalith que controla esse distrito de Rukongai.

Lustion curvou a cabeça em respeito ao homem e pôs-se em posição de batalha, sorrindo.

Muito bem, Fëalith-dono, eu irei aceitar sua oferta e desafio.

Lustion! Não faça isso! Não lute, ele tem uma espada de verdade!

Lustion virou a cabeça para o lado e viu Calië o encarando com medo. Ele percebeu sua preocupação e olhou suas próprias armas. Duas espadas de madeira, o que elas podiam fazer contra uma espada de metal que pode corta-las facilmente? Lustion sorriu. Um desafio a se pensar, ele gostava disso.

Não se preocupe, Calië-dono, eu vou vencer.

Dito isso, Lustion correu em direção a Laivindur. A batalha começara.

Você está bem confiante, hein!?!

Então Laivindur avançou contra Lustion. Todos esperavam um choque de espadas já no começo, mas Lustion rapidamente se agachou, desviando de uma espadada horizontal. Ele não podia parar aquela espada com as suas boukens.

Quando o balanço de Laivindur estava na posição que Lustion queria, ele rapidamente levantou o braço, girando a bouken longa contra seu torso verticalmente. Mas Laivindur rapidamente moveu o corpo para trás e usou o cotovelo para desviar a espada de Lustion. Então ele girou o corpo e novamente balançou a espada horizontalmente contra o adversário, mas Lustion havia pulado e estava sobre a cabeça de Laivindur.

Ele acertou a bouken curta contra o ombro esquerdo de Laivindur e o fez cair de joelhos. Lustion pousou atrás do oponente e apontou sua bouken contra a nuca dele. Mas então Laivindur fez uma rasteira em Lustion e moveu-se para trás. Lustion se levantou e encarou seu oponente seriamente. Então os dois correram outra vez um contra o outro e começaram a balançar suas espadas um contra o outro e desviando dos golpes do adversário ao mesmo tempo.

A luta se resumiu a isso, mas todos podiam perceber a vantagem de Lustion, pois este acertava Laivindur, mas ainda não tinha sido atingido pela espada do adversário. Após vários golpes sucessivos, os dois se separaram para tomar fôlego.

Você certamente é bom, suas esquivas e seus golpes são rápidos.

Lustion ofegava tanto quanto Laivindur, mas eles sorriam agora.

Obrigado. Você também é bom. Seus golpes são muito rápidos e precisos, e você sempre tenta atingir pontos vitais.

Os dois então voltaram a golpear um ao outro com movimentos ainda mais rápidos, fortes e mortais. No fim, Lustion foi quem conseguiu vencer, usando suas boukens em conjunto para tirar a espada de Laivindur de suas mãos. Ele apontou sua bouken contra o pescoço do espadachim, encarando-o seriamente.

Eu venci.

Sim, e pode ficar com sua amiga e o meu dinheiro...

Laivindur se afastou e pegou sua espada de volta, embainhando-a sem cerimônias. Ele então se voltou para seus homens.

Desculpe pelo incômodo, mas vamos embora. Ele me venceu numa batalha justa, merece suas honras.

Obrigado pelo duelo, Fëalith-dono.

Lustion se curvou para o adversário e então foi até Calië. Ela abraçou o amigo com força, tremendo.

Seu idiota! Eu pensei que você ia morrer! Não me faça mais isso, por favor, Lustion.

Ele sorriu para a garota e pegou suas sacolas de compras.

Vamos, seu pai deve estar preocupado com você.

Espere, Lustion!

Lustion para e olha para trás. Laivindur se aproximou apressado e simplesmente pôs seu cachecol branco ao redor do pescoço de Lustion.

Uma prova de que o Dragão Enfurecido sempre será bem vindo nesse distrito. O que quer que você faça daqui para frente, boa sorte.

Dito isso, ele se virou e foi embora com seus homens. Lustion o agradeceu e finalmente levou Calië de volta para casa, com o jantar em mãos. Na manhã seguinte, Lustion já estava saindo da casa da família que o abrigara, com uma bolsa pendurada nas costas. Mas antes de Lustion se afastar muito, Calië veio correndo atrás dele e o parou.

Lustion! Você realmente tem que ir?

Ela olhava para o chão, sem saber o que dizer. Lustion a encarou por um momento e depois sorriu, agachando-se e abraçando-a.

Eu irei sentir sua falta, Calië-dono.

Calië se surpreendeu com o abraço, mas devolveu-o, abraçando Lustion com toda sua força. Ela não queria solta-lo. Ele foi o melhor amigo que ela já teve em toda sua vida. Lembrou-se do dia em que Lustion chegou no distrito e seu primeiro encontro foi quando ele a salvou de um açougueiro furioso que queria faze-la pagar pela carne que havia roubado. Ele a levou para a casa dela e seu pai o acolheu como forma de agradecimento. Depois de várias semanas juntos, ela não queria se separar dele.

Se você vai mesmo... Pode me levar com você?

Lustion franziu o cenho e a encarou surpreso. Ele não esperava por aquela pergunta. Por um momento, hesitou. Lustion não queria deixar a garota triste, mas sabia que não podia leva-la consigo até Seireitei.

Sinto muito, mas não posso... O caminho que tomo é mais perigoso do que você imagina. As encrencas em que você se meteu aqui não são nada comparadas ao que eu passei. Se você vier comigo, você poderá morrer mesmo. Eu não quero que você arrisque sua vida comigo, Calië-dono. Por favor, entenda isso. Além do mais, seu pai precisa de você, sua maneira energética de ser o alegra e ele iria ficar muito triste se algo acontecesse com você.

Ele olhou para baixo, não conseguiria encarar a garota depois de ter dito isso. Mas, para sua surpresa, ela sorriu e abraçou-o outra vez.

Você tem razão... Por mais que eu odeie admitir isso... Eu não posso deixar meu pai sozinho... Lustion, cuide-se, está bem? Eu não quero que você morra.

Ela fitou os olhos de Lustion por um bom tempo em silêncio, depois saiu da frente dele e Lustion finalmente voltou a caminhar estrada afora. Quando estava longe, ele se virou e acenou um adeus para a amiga. Calië acenava e gritava adeus para ele energeticamente. Lustion sorriu e voltou sua atenção para a estrada. Agora estava sozinho outra vez, como esteve nos últimos vinte anos, quando começou sua peregrinação para a Seireitei. Desta vez, ele não tinha como desviar seu caminho.

A estrada seguia reto para a cidade onde os Shinigamis viviam, passando pelos últimos sete distritos de Rukongai do Oeste. Lustion caminhava pensando em como aprimorar suas habilidades com as espadas nesses últimos dias que o separavam de seu objetivo.

A viagem durou várias horas e Lustion continuava a andar sem descanso, mas então ele ouviu um barulho de passos apressados vindo da floresta em direção a estrada. Lustion rapidamente se pôs em guarda e esperou pacientemente. De repente, um vulto escuro passou rapidamente pela estrada e continuou correndo pelo outro lado. Ele imaginou o que foi aquilo, mas então viu outro vulto correndo para a estrada, perseguindo o primeiro vulto.

Este segundo, Lustion observou atentamente. Era um homem mais ou menos de mesma estatura que ele, mas esse tinha cabelo branco bem longo que esvoaçava para trás. Os olhos vermelho púrpuras do homem encontraram os de Lustion por um breve momento e Lustion imediatamente sentiu uma intensa pressão espiritual vindo daquele estranho. Ele devolveu a pressão liberando sua própria aura.

A intenção assassina daquele homem era tão grande que fez Lustion ficar imóvel o tempo todo. Somente quando aquele vulto se afastou da estrada, sumindo na escuridão das árvores, foi que Lustion pôde relaxar e soltar suas espadas. Ele limpou o suor de seu rosto e ficou observando a estrada a sua frente, imaginando se mais alguém iria aparecer cruzando-a correndo. Mas, após vários minutos de silêncio, Lustion decidiu recomeçar a viagem, pensando no que acabara de presenciar.

"Será que eu vou encontrar caras fortes assim daqui pra frente?"
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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Sab Ago 27, 2011 11:56 pm

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160 ANOS ATRÁS: BUSCANDO A VERDADEIRA FORÇA

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Uma semana havia se passado desde que Lustion deixara o 8º Distrito de Rukongai do Oeste. Ele estava agora parado diante da última vila que o separava de Seireitei. Ele podia ver claramente a cidade branca logo adiante, com seu alto morro erguendo-se solitário no meio da cidade, sustentando enormes torres brancas. Lustion estava pensativo, perguntando-se como seriam as coisas dali pra frente.

Ele voltou a caminhar, concentrando-se nos últimos passos que o separavam de Seireitei. Mas então seu caminho foi bloqueado por dois homens que saíram de um bar praticamente voando, caindo no meio da estrada cheio de feridas. Então um velho pequeno com a pele toda enrugada, vestindo uma roupa verde escura e um chapéu de palha, caminhando com dificuldade com uma bengala que era o dobro do tamanho do velho, saiu do bar logo em seguida. Atrás dele apareceu outro homem, este segurava uma faca na mão e tentou atacar o velho por trás, mas com um movimento rápido da bengala, o velho o lançou para longe bar adentro, causando um estardalhaço.

Lustion assistia àquilo parado e em silêncio, não querendo se intrometer. Mas o velho virou em sua direção com um olhar sério e encarou Lustion.

"Saia da minha frente, moleque..."

No instante seguinte a bengala do velho vinha em sua direção. Lustion rapidamente reagiu puxando sua bouken longa e bloqueando o ataque, mas então o velho girou a bengala num outro sentido e com isso Lustion foi atingido e lançado para longe dali, caindo no meio do mato. Ele sentiu uma dor terrível no peito e ficou paralizado no chão por um bom tempo.

"Ugh....que cara forte..."

Lustion, após se recuperar do impacto, levantou-se com dificuldade e voltou à estrada, procurando o velho que o atingira, mas ele havia desaparecido.

"Como é possível? Ele era muito forte..."

Ele pôs a mão na ferida em seu peito, pensando no ataque que recebera. Então ele se decidiu.

"Antes de entrar em Seireitei....meu último treinamento em Rukongai...antes de me tornar um Shinigami..."

Lustion então começou a procurar por pistas do paradeiro daquele velho, ansioso para encontrá-lo. Ele precisava encontrar o velho e tentar aprender com ele. Lustion precisava ter certeza que era capaz de enfrentar caras fortes como aquele velho antes de se tornar um Shinigami. Após um tempo ele descobriu pegadas que levavam para longe da vila.

Após algumas horas de caminhada em direção ao sul, Lustion conseguiu encontrar o velho sentado na beira de um penhasco ao lado de uma grande e barulhenta cachoeira. Lustion correu até o velho e rapidamente se ajoelhou diante dele, olhando para o ancião com um olhar sério.

"Por favor, senhor, me ensine a lutar!'

O velho encarou Lustion por um longo período sem dizer nada, sem nem se mover. Mas Lustion era paciente e tambem ficou parado, esperando a resposta. Depois do que pareceu ser horas, o velho resmungou.

"Qual o seu nome, jovem?"

Lustion meneou com a cabeça, ainda com um rosto sério.

"Meu nome é Lustion, senhor."

"Lustion, é?"

Então, mais uma vez, os dois ficaram encarando um ao outro em silêncio por vários minutos.

"Por acaso você quer morrer, moleque!?!"

Lustion suou frio por um instante, imaginando se aquilo era uma ameaça real ou apenas uma pergunta.

"Eu quero me tornar mais forte"

"Mesmo que isso possa lhe custar a vida?"

Lustion não hesitou em proferir as próximas palavras.

"Não permitirei que a morte me alcance antes de descobrir qual é a verdadeira força"

O velho ancião ficou em silêncio por vários minutos outra vez, examinando o olhar ansioso de Lustion. Então ele abriu um pequeno sorriso em seu rosto enrugado.

"É bom mesmo que esteja preparado para enfrentar o inferno, rapaz..."

Lustion então abriu um sorriso e curvou seu corpo para o chão, agradecido.

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Última edição por Lustion Falcus em Qua Set 07, 2011 3:04 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Dom Ago 28, 2011 12:09 am

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100 ANOS ATRÁS: A CIDADE BRANCA FINALMENTE ALCANÇADA

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Seus pés cansados o levavam continuamente para frente. Lustion agora pisava sobre as pedras brancas da cidade de Seireitei. Ele finalmente chegara lá, depois de 80 anos de peregrinação por toda Rukongai do Oeste em busca de uma só coisa: Se tornar mais forte.

Lustion estava com o rosto sem barba, nem bigode. Seus longos cabelos castanhos escuros agora estavam presos num rabo de cavalo rebelde que alcançavam a cintura. Ele vestia um quimono azul e branco, com um cachecol branco enrolado sobre o pescoço. Ele tambem usava um chapéu de palha sobre a cabeça, protegendo seu rosto do sol do meio dia. Inspirando o ar daquela cidade, Lustion se sentiu preparado para novos desafios. Ele carregava sobre as costas uma sacola que continha suas coisas mais valiosas, como seu haori vermelho com um desenho de um dragão dourado, pedaços do que restou de suas boukens e uma caixinha preta que continha algo que ele não mostrava a ninguém.

Ele olhou para trás uma última vez, observando a vila do 1º Distrito de Rukongai do Oeste, lembrando-se de seu encontro com uma pessoa há 60 anos atrás.

"Obrigado por tudo, mestre..."

Ele sorriu e então, não olhando mais para trás, Lustion agora avançava a passos firmes para o interior da cidade branca, Seireitei. Ele iria fazer sua inscrição para entrar na Academia Shinigami e sua vida iria mudar drasticamente outra vez.

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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Dom Ago 28, 2011 10:25 am

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100 ANOS ATRÁS: O INÍCIO DE UMA RIVALIDADE AMIGÁVEL

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DANG! DONG! DANG! DONG!

Enquanto o sino tocava, centenas de pessoas vestindo uniforme branco e azul ou branco e vermelho deixavam suas salas de aula e caminhavam para o pátio no interior da Academia Shinigami.

Uma dessas pessoas era Lustion Falcus, um homem já com 100 anos de idade, um dos alunos mais velhos que a Academia já teve. Lustion caminhava sozinho pela grama, observando a enorme quantidade de gente ao seu redor.

"Nossa....quanta gente...é mais do que eu esperava....e eles todos são tão novinhos....acho que eu demorei demais para chegar até aqui..."

De repente ele viu uma grande quantidade de pessoas reunidas num canto e foi lá verificar, curioso.

"Maldito! Você só me venceu porque eu tropecei!"

"Não adianta inventar desculpas, todo mundo aqui viu que eu venci facilmente!"

Dois homens estavam discutindo sobre um duelo que tiveram durante uma aula de esgrima agora a pouco. Lustion lembrou ter ouvido falar de dois alunos bem habilidosos que desafiaram um ao outro no meio de uma aula, mas ele estava concentrado em suas próprias lições e não viu a batalha. Quando chegou mais perto viu que um deles era um pouco mais alto que ele próprio e tinha cabelos escuros soltos nas costas. O outro era quase do mesmo tamanho de Lustion, com cabelo prateado curto e espetado para cima, seu rosto era belo, mas no momento ele fazia caretas de ódio pelo homem à sua frente. Lustion reconheceu os dois. Um deles era chamado de Protheus, era sabido que ele era um dos melhores espadachins da turma. O outro era Hyoga, o galã da turma, sempre rodeado de meninas, mas tambem era conhecido como um grande espadachim.

"O que está havendo aqui?"

Lustion perguntara baixinho para um rapaz ao lado. O rapaz sorriu para ele.

"Os dois tiveram um duelo recentemente para ver quem era o mais forte da turma, Protheus venceu facilmente."

Lustion coçou a nuca por um momento, pensando.

"Oras, mas se era para saber quem era o mais forte da turma, deviam ter me desafiado..."

De repente um silêncio mortal interrompeu as palavras de Lustion e todos voltaram seus olhares para ele. Inclusive Protheus e Hyoga faziam uma careta de irritado para ele. Lustion então sorriu nervosamente.

"Hehehe...desculpe...escapou..."

Então Hyoga se aproximou de Lustion e o agarrou pela roupa ameaçadoramente.

"Então você acha que é um dos mais fortes, hein?

Lustion continuou sorrindo.

"Acho..."

Aquele resposta irritou Hyoga ainda mais e ele tentou esmurrar Lustion, mas sua mão foi parada por Protheus, que tambem encarava Lustion seriamente.

"Espera aí...esse velhote aí precisa ter muita coragem para proferir tais palavras...só há um jeito de mostrar a ele o seu lugar."

Então foi decidido que os três iriam ter um duelo para ver quem era o mais forte da turma quando chegasse o crepúsculo, logo após a última aula.

Várias horas depois, quando o sol estava quase alcançando o horizonte, dezenas de pessoas se reuniam no interior de um salão de treinamento. Lustion, Protheus e Hyoga estavam em pé no meio do salão com espadas de madeira nas mãos, encarando um ao outro.

Um dos alunos apitou e baixou o braço, sinalizando o início da batalha.

Imediatamente Hyoga saltou para cima de Protheus, mas este se esquivou girando o corpo. Lustion aproveitou a chance para se aproximar pelo lado e tentar um golpe horizontal no braço direito, mas Protheus rapidamente se defendeu com a espada. Hyoga tentou uma estocada contra o rosto de Lustion, mas ele desviou a cabeça a tempo. Protheus e Lustion então rapidamente giraram suas espadas contra o rosto de Hyoga e o atingiram em cheio, fazendo Hyoga voar para longe com o rosto todo roxo e inchado, com alguns dentes caindo.

Depois disso, Lustion e Protheus estavam parados, encarando um ao outro, a espada de cada um apontada para a outra, quase se encostando. Alguns minutos se passaram sem que os dois se movessem. Quando alguém soltou um espirro, os dois espadachins finalmente se moveram, com golpes rápidos e precisos. No instante seguinte a luta havia terminado. Protheus estava agachado com sua espada apontada no bucho de Lustion, enquanto que Lustion estava de pé com sua espada sobre o ombro esquerdo de Prottheus. Os dois encararam um ao outro por um instante e abriram um sorriso confiante.

"Um empate..."

"Sim..."

Desde aquele dia, os dois não se separaram mais durante as aulas. Se tornaram amigos e rivais, sempre que possível duelavam para descobrir qual deles era o mais forte da turma, mas sempre terminavam em empate.

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Última edição por Lustion Falcus em Dom Out 09, 2011 11:33 am, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Dom Ago 28, 2011 11:22 am

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95 ANOS ATRÁS: O DEUS DA MORTE VESTINDO DE PRETO

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Um homem de cabelos longos e escuros, amarrados num rabo de cavalo, caminhava tranquilamente para fora de um grande edifício. Ele olhava para frente com um olhar confiante, feliz por estar onde estava agora. Esse homem vestia agora um shihakshou todo preto, com uma faixa branca de onde estavam penduradas duas espadas, uma katana e uma wakizashi. Ele segurava um chapéu de palha numa mão e uma bolsa grande na outra. Lustion Falcus finalmente se tornara um Shinigami.

Ele atravessou um portão aberto e parou, olhando o ambiente ao redor. Então ele levantou os braços e começou a se espreguiçar.

"Aaahhh...como é bom poder caminhar de vez em quando....esses cinco anos na Academia com certeza foram bem cansativos....mas valeu a pena..."

Lustion olhou para trás, observando vários shinigamis saindo do edifício assim como ele. Ele conheceu várias pessoas interessantes no decorrer desses cinco anos, fez algumas amizades e aprendeu a respeitar seus superiores.

"O Shinigami, antes de mais nada, é um soldado afinal...disso eu não sabia antes de vir para cá..."

Então ele voltou sua atenção para frente e seguiu adiante em direção a um edifício não muito longe dali. Agora ele precisava se alistar numa das 13 Divisões e começar a trabalhar de verdade como um Shinigami.

"Se me lembro bem, aquele cara de chapéu que me visitou décadas atrás se chama Shunsui Kyouraku....ele é o Capitão da 8ª Divisão...Protheus foi para lá....e é pra lá que eu vou..."

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Última edição por Lustion Falcus em Qua Set 07, 2011 7:44 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: História - Lustion Falcus   Dom Ago 28, 2011 12:03 pm

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65 ANOS ATRÁS: VOLTANDO AO PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

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Lustion caminhava tranquilamente por uma trilha bem escondida no meio da mata fechada. Ele vestia seu shihakushou preto de Shinigami, seu haori vermelho com um desenho de um dragão dourado nas costas, um cachecol branco ao redor do pescoço e carregava duas espadas presas ao obi. Ele estava procurando algo na mata, sabendo que estava no caminho certo.

Depois de várias horas de procura ele finalmente se esbarra numa barreira mística bem poderosa.

"Deve ser aqui..."

Ele tentou de várias maneiras ultrapassar aquela barreira, mas ela era muito forte para ele. Então Lustion inspirou bastante ar e gritou com todas as forças.

"SEIJUUROU HIKOOOOO!!! SAIA DAÍ, SEU MALDITOOOO!!!"

Lustion então levou uma forte cotovelada na barriga e saiu voando para trás, quebrando algumas árvores. Quando procurou a pessoa que o atingiu, viu um homem alto de ombros largos e corpo musculoso. Ele vestia uma camisa verde e uma calça marrom escura cor de terra. Tambem vestia uma longa capa branca com gola alta e interior vermelho. Seus longos cabelos negros esvoaçavam para trás e seus olhos pretos penetravam os olhos verdes escuros de Lustion.

"Maldito...você veio rápido demais....por acaso estava escondido no outro lado da barreira, é?"

Então Seijuurou fez uma careta para Lustion.

"Cala a boca, aprendiz idiota! Que tipo de pessoa vem até a casa de seu mestre e já chega insultando ele?"

"Bem, de que outra maneira eu poderia conseguir sua atenção? Mestre..."

Lustion sorriu confiante para seu mestre e então se levantou, tirando a poeira de sua roupa e pondo o chapéu de palha sobre a cabeça.

Os dois então entraram dentro da barreira e minutos depois Lustion estava no meio de uma vila oculta com poucas pessoas. Ele se espantou com aquilo. Certamente havia lugares que ele nunca tinha visitado, apesar de ter passado 80 anos peregrinando por todos os distritos de Rukongai do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste.

"Que lugar é esse?"

"Nessa vila há várias pessoas que decidiram se esconder do resto da Soul Society, evitando desordeiros e hollows....apesar de estarmos no meio do 56º Distrito de Rukongai do Norte, aqui é bem pacífico comparado com as outras vilas ao redor."

Eles chegaram à uma pequena casa, onde Seijuurou morava, e começaram a conversar. Lustion queria saber de notícias vindo das regiões mais remotas dos quatro cantos de Rukongai. Havia muitos hollows invadindo a Soul Society recentemente. Tambem, Lustion estava lá para terminar seu treinamento com seu mestre, como prometido. Porém, durante a conversa, Lustion sentiu sua manga ser puxada e quando olhou para baixo viu um bebê de uns 3 anos de idade puxando-o. O bebê sorria alegremente, seu curto cabelo roxo e seus olhos castanhos pareciam brilhar sob a luz do sol. Lustion estava surpreso.

"O que é isso?"

"É um bebê, seu idiota..."

Lustion rangeu os dentes, tremendamente nervoso com a resposta de seu mestre.

"Isso eu sei....eu quero saber o que um bebê faz em sua casa..."

"É minha filha..."

Então Lustion olhou surpreso para seu mestre, mas Seijuurou estava de braços cruzados e olhos fechados, como se aquilo fosse perfeitamente normal.

"Ah, pára mestre...isso é uma piada de muito mal gosto....você nunca iria ter uma filha..."

"É a verdade."

O queixo de Lustion caiu de tanta surpresa.

"Aaaahhhh?!? Sério?!?"

Ele então voltou sua atenção para a criança e pegou-a, levantando a garota até a altura de seus olhos. Ele encarava a criança sorridente procurando alguma semelhança entre a garota e seu mestre, mas não encontrava nenhuma. Lustion então olhou para seu mestre com uma careta, desconfiado.

"Você está mentindo..."

Seijuurou se irritou e fez uma careta para ele tambem.

"Seu idiota! Ela é adotada!"

Lustion não se importou com a resposta e voltou a encarar o bebê. Ela ria e chacoalhava os braços e as pernas enquanto estava suspensa no ar. Lustion sorriu para ela e a pôs no colo.

"Uau....nunca imaginei que você fosse adotar uma criança..."

"Há outra criança....um garoto chamado Mamoru Isshinta....mas ele deve estar brincando lá fora agora."

Por algum motivo, Lustion estava gostando daquela menina em seu colo. Parecia que estava segurando um membro de sua família. Uma irmazinha mais nova.

"E qual o nome dela?"

Seijuurou permaneceu em silêncio por um momento, mas soltou um suspiro, ainda de braços cruzados e com um rosto inexpressivo.

"Natsu Kaoru Kamiya."

"Natsu Kaoru, é? Prazer em conhecê-la, Kaoru...eu sou Lustion Falcus...provavelmente seu "meio-irmão"..."

Lustion levantou a criança no ar outra vez, fazendo ela rir. Ele sorriu de volta.

"Hehehe..."

"E então? Você está preparado?"

Lustion virou-se para seu mestre, agora com um olhar sério. Ele deixou a criança no chão e ela engatinhou para longe, procurando algum brinquedo. Seijuurou puxou uma espada embainhada e a pôs no ombro, sorrindo confiante para seu aprendiz.

"Há 35 anos atrás, eu te ensinei a lutar de verdade com uma espada....mas te ensinei apenas o básico....agora vou te ensinar de verdade....o Estilo Hiten Mitsurugi..."

Lustion encarava seu mestre seriamente, lembrando-se de seu longo treinamento de 60 anos com ele. Então Lustion se ajoelhou e curvou seu corpo para frente.

"Sim, por favor..."

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